Futebol Internacional
Ruben Amorim despedido do Manchester United
É oficial. Rúben Amorim sai do comando técnico do Manchester United depois das declarações contundentes que fez na conferência de imprensa após o empate frente ao Leeds United, em Elland Road.
As palavras do treinador português não foram bem recebidas pela direção dos 'red devils', apesar de Sir Jim Ratcliffe ter garantido, em outubro, que lhe daria três anos para recolocar o clube no caminho das vitórias.
A tensão terá origem numa relação cada vez mais desgastada com o diretor de futebol, Jason Wilcox, devido à política de contratações e à pouca influência que Amorim sente ter nas decisões.
O desentendimento começou no verão, quando o técnico indicou Ollie Watkins, do Aston Villa, como prioridade para reforçar o ataque, mas acabou por ver o clube investir 75 milhões de euros em Benjamin Sesko, do Leipzig.
Foto: AFP
Seguiram-se divergências sobre Antoine Semenyo, alvo que Amorim considerava demasiado caro, e sobre a gestão de jovens como Kobbie Mainoo, cuja permanência no plantel é vista pelo treinador como sinal de falta de confiança na sua visão.
Na conferência de imprensa, Amorim deixou claro o seu desagrado: “Vim para ser manager do Manchester United, não apenas treinador. Vou continuar por mais 18 meses ou até a direção decidir mudar. Esse foi o acordo.” O técnico reforçou que quer ter influência em todas as áreas e criticou a incapacidade do clube para lidar com pressões externas.
Foto: AFP
Amorim, de 40 anos, chegou aos ‘red devils’ no início de novembro de 2024 e tinha contrato até ao final da temporada 2026/27, depois de pouco mais de quatro temporadas ao serviço do Sporting, no qual conquistou três campeonatos – na última temporada, acabou por ser Rui Borges a comandar após a saída do antigo médio.Antes, Amorim tinha treinado o Casa Pia e o Sporting de Braga, ao serviço do qual conquistado a primeira das suas três Taças da Liga.
No Manchester United, o treinador português tinha apenas 24 vitórias em 63 encontros, deixando o clube na sexta posição da Liga inglesa, com os mesmos pontos do Chelsea e a três do Liverpool, na última posição de acesso à Liga dos Campeões, além de ter chegado à final da Liga Europa na última temporada.
No Manchester United, o treinador português tinha apenas 24 vitórias em 63 encontros, deixando o clube na sexta posição da Liga inglesa, com os mesmos pontos do Chelsea e a três do Liverpool, na última posição de acesso à Liga dos Campeões, além de ter chegado à final da Liga Europa na última temporada.
Manchester já oficializou a saída
O clube inglês já publicou na sua página oficial a saída do treinador português, através de um comunicado onde se pode ler: "Ruben Amorim deixou o cargo de treinador principal do Manchester United.
Ruben foi nomeado em novembro de 2024 e levou a equipa à final da Liga Europa da UEFA em Bilbao, em maio.
Com o Manchester United na sexta posição da Premier League, a diretoria do clube, a contragosto, tomou a decisão de que é o momento certo para fazer uma mudança. Isso dará à equipa a melhor oportunidade de alcançar a melhor colocação possível na Premier League."
O clube agradece ao treinador português a contribuição e deseja-lhe "tudo de bom para o futuro."
Ruben foi nomeado em novembro de 2024 e levou a equipa à final da Liga Europa da UEFA em Bilbao, em maio.
Com o Manchester United na sexta posição da Premier League, a diretoria do clube, a contragosto, tomou a decisão de que é o momento certo para fazer uma mudança. Isso dará à equipa a melhor oportunidade de alcançar a melhor colocação possível na Premier League."
O clube agradece ao treinador português a contribuição e deseja-lhe "tudo de bom para o futuro."
O comando tecnico passa agora para as mãos de Darren Fletcher e vais estar no banco no próximo jogo contra o Burnley, esta quarta-feira.
Quem poderá querer Amorim?
Apesar do futuro no Manchester United estar definitivamente fechado, Ruben Amorim continua a ser um nome forte no mercado inglês, podendo eventualmente o treinador português continuar por terras de Sua Majestade.
Apesar do futuro no Manchester United estar definitivamente fechado, Ruben Amorim continua a ser um nome forte no mercado inglês, podendo eventualmente o treinador português continuar por terras de Sua Majestade.
Entre os clubes possíveis está o Chelsea, que despediu Enzo Maresca no início de 2026, e que procura um sucessor e pode travar a contratação de Liam Rosenior para avançar pelo técnico português.
Foto: AFP
Além dos ‘blues’, clubes como Liverpool, Tottenham e West Ham também avaliam mudanças, sendo o nome de Amorim uma hipótese para reforçar os projetos dos clubes ainda nesta temporada.
Mas também há outras geografias possíveis, entre elas Espanha, para o Real de Madrid que tem aos comandos Xabi Alonso, com resultados pouco convincentes.
Já o regresso de Ruben Amorim a Portugal parece estar fora de questão, com os clubes mais sonantes a apresentarem resultados satisfatórios e com comandos técnicos estabilizados.
Manchester United, um sonho tornado pesadelo para Ruben Amorim
Ruben Amorim assumiu, há 14 meses, o sonho de treinar o Manchester United, mas a passagem por Old Trafford tornou-se um pesadelo, que terminou esta segunda-feira com a saída do treinador português do clube da Liga inglesa de futebol.
Num clube que tem sido um ‘cemitério’ de treinadores desde a saída de Alex Ferguson, o jovem Amorim, de 40 anos, surgia como mais um candidato a fazer esquecer o mítico treinador escocês, mas o português deixa os ‘red devils’ com apenas 24 vitórias em 63 encontros e sem qualquer título.
Ruben Amorim assumiu, há 14 meses, o sonho de treinar o Manchester United, mas a passagem por Old Trafford tornou-se um pesadelo, que terminou esta segunda-feira com a saída do treinador português do clube da Liga inglesa de futebol.
Num clube que tem sido um ‘cemitério’ de treinadores desde a saída de Alex Ferguson, o jovem Amorim, de 40 anos, surgia como mais um candidato a fazer esquecer o mítico treinador escocês, mas o português deixa os ‘red devils’ com apenas 24 vitórias em 63 encontros e sem qualquer título.
Foto: EPA
Em estado de graça no Sporting, com um título nacional e um arranque quase perfeito no campeonato e na Liga dos Campeões – com uma vitória por 4-1 sobre o Manchester City a ser o grande destaque –, Amorim aceitou o desafio de substituir o neerlandês Erik ten Haag.
Anunciado em 01 de novembro de 2024, Amorim apenas assumiu as rédeas do clube inglês a 11 do mesmo mês, um dia depois de se ter despedido do Sporting com um triunfo por 4-2 em casa do Sporting de Braga, clube do qual tinha saído surpreendentemente para Alvalade, a troco de 10 milhões de euros.
O arranque nos ‘red devils’ foi em falso, com um empate em casa do Ipswich, com as primeiras vitórias a surgirem nos dois primeiros jogos no ‘teatro dos sonhos’, frente ao Bodo/Glimt (3-2), para a Liga Europa, e ao Everton (4-0).
Contudo, os ‘red devils’ nunca conseguiram manter uma consistência exibicional e de resultados, intercalando derrotas surpreendentes, como com o Nottingham Forest (2-3) em casa, e vitórias épicas, como no terreno do vizinho Manchester City (2-1).
A seguir ao triunfo sobre os ‘citizens’ seguiu-se a pior fase da temporada passada, com quatro derrotas seguidas, entre as quais frente ao Tottenham (3-4), na Taça da Liga, e seis jogos sem vencer, embora no último o United tenha afastado o Arsenal, nos penáltis (5-3, após um 1-1), da Taça de Inglaterra.
Foto: EPA
Em fevereiro e março, Ruben Amorim viveu a melhor fase da última temporada, com sete jogos sem perder, embora tenha sido afastado da Taça de Inglaterra pelo Fulham (3-4 nos penáltis, após 1-1).
Se a nível interno os resultados continuaram a ser intermitentes, na Liga Europa o Manchester United viveu alguns dos melhores momentos, com triunfos claros sobre a Real Sociedad (4-1) e Athletic Bilbau (3-0 e 4-1) e uma épica eliminatória frente ao Lyon, em que Kobbie Mainoo (120 minutos) e Harry Maguire (120+1) deram a vitória e o apuramento nos instantes finais do prolongamento (5-4).
A final da Liga Europa acabaria por ser como o resto da temporada, dececionante, com o Tottenham, inferior em San Mamés, em Bilbau, a vencer por 1-0, com um golo de Brennan Johnson.
A época terminou com o Manchester United num pouco habitual 15.º posto da Premier League, mais perto da zona de despromoção do que dos lugares europeus, sendo necessário recuar até 1973/74, ano em que os ‘red devils’ foram despromovidos, para encontrar uma tão má posição.
Apesar de tudo, a direção do Manchester United manteve Ruben Amorim no cargo, dando-lhe a oportunidade de começar uma temporada de início e ‘oferecendo-lhe’ alguns reforços, como Sesko, Matheus Cunha e Mbeumo.
Em fevereiro e março, Ruben Amorim viveu a melhor fase da última temporada, com sete jogos sem perder, embora tenha sido afastado da Taça de Inglaterra pelo Fulham (3-4 nos penáltis, após 1-1).
Se a nível interno os resultados continuaram a ser intermitentes, na Liga Europa o Manchester United viveu alguns dos melhores momentos, com triunfos claros sobre a Real Sociedad (4-1) e Athletic Bilbau (3-0 e 4-1) e uma épica eliminatória frente ao Lyon, em que Kobbie Mainoo (120 minutos) e Harry Maguire (120+1) deram a vitória e o apuramento nos instantes finais do prolongamento (5-4).
A final da Liga Europa acabaria por ser como o resto da temporada, dececionante, com o Tottenham, inferior em San Mamés, em Bilbau, a vencer por 1-0, com um golo de Brennan Johnson.
A época terminou com o Manchester United num pouco habitual 15.º posto da Premier League, mais perto da zona de despromoção do que dos lugares europeus, sendo necessário recuar até 1973/74, ano em que os ‘red devils’ foram despromovidos, para encontrar uma tão má posição.
Apesar de tudo, a direção do Manchester United manteve Ruben Amorim no cargo, dando-lhe a oportunidade de começar uma temporada de início e ‘oferecendo-lhe’ alguns reforços, como Sesko, Matheus Cunha e Mbeumo.
Foto: Reuters
Contudo, o arranque voltou a ser terrível, ‘coroado’ com uma eliminação frente ao Grimsby Town, do quarto escalão, na Taça da Liga, com a primeira vitória a surgir apenas na quarta partida, frente ao Burnley.
Apesar de, ao contrário da última temporada, estar sempre na primeira metade da tabela e a ‘bater à porta’ dos lugares europeus, o Manchester United continuou sem conseguir manter uma qualidade exibicional, que o poderia ter colocado, com alguma facilidade, nos lugares mais acima da classificação.
Com apenas uma vitória nos últimos cinco jogos, Ruben Amorim ia mostrando alguns sinais de frustração, fosse com as habituais críticas ao seu sistema de jogo, que chegou a alterar, ou com alguns erros dos seus jogadores.
No domingo, após o empate com o Leeds, Amorim ‘explodiu’ na conferência de imprensa, dizendo que tinha sido contratado “para ser o manager [função mais abrangente] do Manchester United, não apenas o treinador” e que todos os departamentos do clube tinham de fazer o seu trabalho.
“Vai ser assim durante 18 meses ou até que a direção decida mudar. Não vou desistir. Vou fazer o meu trabalho até que outro treinador venha para cá para me substituir (...) O acordo era eu ser o manager e não o treinador. Se as pessoas não conseguem lidar com as críticas do [comentador] Gary Neville ou de outro, então temos de mudar o clube”, afirmou, antes de sair da sala.
Ruben Amorim despede-se do Manchester United após 63 encontros, nos quais somou 24 vitórias, 18 empates e 21 derrotas, com 103 golos marcados e 95 sofridos.
Contudo, o arranque voltou a ser terrível, ‘coroado’ com uma eliminação frente ao Grimsby Town, do quarto escalão, na Taça da Liga, com a primeira vitória a surgir apenas na quarta partida, frente ao Burnley.
Apesar de, ao contrário da última temporada, estar sempre na primeira metade da tabela e a ‘bater à porta’ dos lugares europeus, o Manchester United continuou sem conseguir manter uma qualidade exibicional, que o poderia ter colocado, com alguma facilidade, nos lugares mais acima da classificação.
Com apenas uma vitória nos últimos cinco jogos, Ruben Amorim ia mostrando alguns sinais de frustração, fosse com as habituais críticas ao seu sistema de jogo, que chegou a alterar, ou com alguns erros dos seus jogadores.
No domingo, após o empate com o Leeds, Amorim ‘explodiu’ na conferência de imprensa, dizendo que tinha sido contratado “para ser o manager [função mais abrangente] do Manchester United, não apenas o treinador” e que todos os departamentos do clube tinham de fazer o seu trabalho.
“Vai ser assim durante 18 meses ou até que a direção decida mudar. Não vou desistir. Vou fazer o meu trabalho até que outro treinador venha para cá para me substituir (...) O acordo era eu ser o manager e não o treinador. Se as pessoas não conseguem lidar com as críticas do [comentador] Gary Neville ou de outro, então temos de mudar o clube”, afirmou, antes de sair da sala.
Ruben Amorim despede-se do Manchester United após 63 encontros, nos quais somou 24 vitórias, 18 empates e 21 derrotas, com 103 golos marcados e 95 sofridos.